Crônicas para os cronistas.
Hoje nós do esporte & ação não podemos deixar de comentar a tragédia anunciada que se abateu sobre as duas grandes equipes do futebol baiano; Bahia e Vitória. Gostaria de comentar que essa tragédia anunciada e camuflada pela maioria dos profissionais que se dizem cronistas esportivos na Bahia aconteceu, e não podemos deixar de falar da parcela de culpa que esse profissionais a quem eu não posso chamar de colegas de trabalho, nem tão pouco de companheiros tiveram quando escondiam a real situação das equipes baianas, fazendo com que o torcedor acreditasse em uma possível retomada de crescimento e superação de um futebol falido, comandado por dirigentes incompetentes que durante décadas foram apoiados por uma imprensa que nunca foi imparcial e que talvez por não conhecer as teorias da comunicação ou o código de ética do jornalismo, deixaram se envolver pelos benefícios que essas grandes equipes do futebol baiano proporcionavam.
Pois bem, o sonho acabou. E profissionais sexagenários, importantes comerciantes da informação agora ficaram órfãos de pai e mãe, e como nunca se curvaram a outras modalidades de esportes, amadores, tão importantes quanto o futebol, nunca se prepararam para o futuro que agora mais que nunca se tornou presente, agora vão ter que correr contra o relógio. A festa acabou, e as duas maiores equipes do futebol baiano provavelmente vão ter o mesmo fim de outras grandes equipes, que hoje são passado, e vivem das alegrias e memórias de torcedores saudosos do Galicia, Ipiranga, Botafogo, Leônico, etc. Muitas vezes nós que estamos começando, nós que verdadeiramente somos jornalistas porque estudamos para isso, que temos a mente focada no futuro, que não nós prendemos a acordos indecentes com dirigentes futebolísticos, ou patrocinadores endinheirados, agora estamos um passo á frente. Muitas vezes quando fomos solicitar uma oportunidade em rádios ou canais de Tv, somos barrados pelo paredão imposto por figuras ultrapassadas, que não tinham perspectiva de futuro, não abriram suas mentes, não se prepararam para a realidade que vive hoje a crônica esportiva baiana, que se não se desapegar de contratos espúrios, onde se tornou mais importante narrar o nome de anunciantes, de amigos políticos, de inúmeras marcas de patrocinadores, do que fazer comentário desprovidos de parcialidade, de falar a verdade para os torcedores, de não esconder o fracasso de dirigentes amigos.
Temos apenas que lamentar, porque essas pessoas são tão responsáveis pela situação que vive o futebol baiano quanto o Dr. Marcelo Guimarães ou Dr. Paulo Carneiro, que como dirigentes talvez tenham tentado fazer o seu papel. Mas agora, para os importantes cronistas baianos, donos das resenhas esportivas pífias, que agora não podem andar porque tem o rabo preso, só vai restar fazer comentários e transmitir partidas das equipes baianas trepados em árvores em qualquer campo de terra batida, com traves de bambu, espalhados pelo interior do Brasil. Corram porque o trem da história não para, estamos na frente de vocês, porque fazemos um jornalismo independente, focado no esporte amador, na liberdade de comunicar sem ter que medir as palavras com medo de termos um dos nossos contratos de publicidade rescindido em detrimento da verdade.
Escrito por Cesar Marques às 08h54
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